Faculdade de Ciências
Farmacêuticas de Ribeirão Preto

Universidade de São Paulo

IDIOMAS: | INTRANET

Setor de Bioquímica

Farmacêutico

Luísa Helena Dias Costa

Tel: +55 16 3315-4192
E-mail: lhdc@fcfrp.usp.br

Técnico de Laboratório

Luciana Prado Turim do Nascimento

Tel: +55 16 3315-4192
E-mail: lptnascimento@fcfrp.usp.br

EXAMES REALIZADOS

Ácido Úrico na Urina

PREPARO DO PACIENTE:
Colher urina e manter refrigerada

TIPO DE AMOSTRA:
Urina de 24 Horas

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado 2 a 8 ºC: 15 dias.

INTERFERENTES:
Álcool, Diuréticos E Anti-Inflamatórios, Vitamina C.

MÉTODO:
Enzimático

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 250,0 a 750,0 MG/24 horas.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Urocusúria

INTERPRETAÇÃO:
Cerca de 70% do ácido úrico é eliminado pelos rins sendo útil no acompanhamento de pacientes com calculose renal e hiperuricosúrias. Níveis elevados de ácido úrico urinário podem resultar de hiperprodução de ácido úrico na gota, leucemia mielóide crônica

Ácido Úrico no Soro

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado 2 a 8 ºC: 7 dias

INTERFERENTES:
Hemólise

MÉTODO:
Enzimático

VALOR DE REFERÊNCIA:
Homen: 2,5- 6,0 MG/ DL
Mulher: 2,0- 5,0MG/ DL

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Ácido úrico no sangue
Uricemia
Ácido úrico

INTERPRETAÇÃO:
Sua determinação é útil no diagnóstico das hiperuricemias, como as encontradas na gota, na calculose e na nefropatia úricas, na insuficiência renal e também em neoplasias, leucemias, linfomas, mieloma, policitemia, toxemia da gravidez, psoríase e glicogenose tipo i. o ácido úrico também está associado com hiperlipidemia, obesidade, diabetes, ingestão de álcool, acromegalia, sarcoidose e hipertensão. por outro lado, seus níveis encontram-se reduzidos em situações como Síndrome de Fanconi, Doença de Wilson e secreção inapropriada de hormônio antidiurético. além disso, há diminuição do ácido úrico sob efeito de drogas como alopurinol, aspirina® em altas doses, contrastes radiológicos e vitamina c em doses elevadas.

Albumina

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado 2 a 8ºC: 7 dias
Congelado -20°C: 30 dias

INTERFERENTES:
Concentrações Altas de Bilirrubina, Hemoglobina e Triglicerídeos.

MÉTODO:
Colorimétrico

VALOR DE REFERÊNCIA:
3,5 a 4,8 G/DL

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Albumina no Soro

INTERPRETAÇÃO:
A albumina é uma das principais frações proteicas do sangue, é útil no diagnóstico do estado nutricional e da capacidade de síntese hepática. atua na manutenção da pressão osmótica e serve de transportador para bilirrubina, ácidos graxos, drogas, hormônios e outras substâncias solúveis em água.

Alfa 1 Glicoproteína Ácida

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerada 2 a 8°C :7 dias
Congelada -20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Lipemia e Hemólise
MÉTODO:
Turbidimetria

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 50,0 a 120,0 MG/DL.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Seromucóide
Glicoproteina ácida

INTERPRETAÇÃO:
Representa um dos mais importantes indicadores de atividade inflamatória. aumenta na artrite reumatóide, no lúpus eritematoso disseminado e na ileíte de crohn, assim como em neoplasias, sobretudo metastáticas, queimaduras, trauma, infarto do miocárdio, estados associados com proliferação celular exagerada e também após exercício físico violento. por outro lado, diminui na desnutrição, em hepatopatias severas, em enteropatias com perda protéica e na gravidez. a determinação da alfa-1-glicoproteína ácida em derrames cavitários igualmente pode ser útil: os níveis são baixos em transudatos, intermediários em exsudatos inflamatórios e elevados em exsudatos causados por neoplasias.

Amilase no Soro

PREPARO DO PACIENTE:
Não há

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerada 2 a 8°C: 7 dias
Congelada -20°C:30 dias

INTERFERENTES:
Hemólise

MÉTODO:
Cinético

VALOR DE REFERÊNCIA:
Até 125,0 U/L

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Amilase
Amilase no soro.

INTERPRETAÇÃO:
A determinação da amilase no soro é útil no diagnóstico de pancreatites e parotidites. aumentos são observados também em casos de infarto ou perfuração intestinal, peritonite, gravidez ectópica, apendicite, doenças das vias biliares e cetoacidose diabética, assim como em alguns tumores pulmonares ou ovarianos, traumas e queimaduras. na insuficiência renal, também se observa elevação da amilase, mas raramente chegando a níveis três vezes superiores ao normal. valores elevados no líquido ascítico ocorrem em pancreatites e perfurações intestinais e, no líquido pleural, em perfurações do esôfago ou na pancreatite com formação de fístula. convém salientar que, nos líquidos cavitários, o valor da dosagem deve ser pelo menos o triplo do resultado obtido no soro para ter significado diagnóstico.

Bilirrubinas

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum não obrigatório

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro protegido da luz

CONSERVAÇÃO:
Refrigerada 2 a 8°C: 48 horas protegido da luz.

INTERFERENTES:
Amostras Intensamente Hemolisadas

MÉTODO:
Colorimétrico

VALOR DE REFERÊNCIA:
Bilirrubina total......:..até 1,00 MG/DL.
Bilirrubina indireta...:..até 0,80 MG/DL.
Bilirrubina direta.....:..até 0,30 MG/DL.

NEONATOS:
Até 24 horas...........:..menor que 8,80 MG/DL.
Até 48 horas...........:..1,30 a 11,30 MG/DL.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Bilirrubinas Totais e Frações.

INTERPRETAÇÃO:
O teste e útil para o diagnóstico diferencial de doenças hepatobiliares e outras causas de ictéricia. a ictéricia torna-se clinicamente manifesta quando a bilirrubina total é maior que 2,5 mg/dl. causas de aumento da bilirrubina direta (conjugada): doenças hepáticas hereditárias (dubin-johnson, rotor), lesão de hepatócitos (viral, tóxica, medicamentosa, alcóolica) e obstrução biliar (litíase, neoplasias).
Causas de aumento da bilirrubina indireta: anemias hemolíticas, hemólise autoimune, transfusão de sangue, reabsorção de hematomas , eritropoiese ineficaz e doenças hereditárias (gilbert, crigler-najar).
Uso de drogas que ativam o sistema microssomal hepático podem reduzir as bilirrubinas.

Cálcio

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado 2 a 8 ºC : 7 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise Acentuada.

MÉTODO:
Colorimétrico.

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 8,4 a 10,5 MG/DL.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
CA
Calcemia

INTERPRETAÇÃO:
O cálcio encontra-se ligado às proteínas (47%) e livre (43%).
níveis aumentados é encontrada no hiperparatireoidismo, algumas neoplasias com ou sem metastáses ósseas, mieloma, desidratação, hipervitaminose d, síndrome de imobilidade, hipertireoidismo, hepatopatias, insuficiência renal, sarcoidose, linfoma, uso de diuréticos e estrógenos.
Níveis diminuídos são encontrados na osteomalácia, pancreatite, hipomagnesemia, hipervolemia, má absorção, dificiência de vitamina d, diminuicão da albumina e em situações que cursam com fósforo elevado (insuficência renal, hipoparatireoidismo).
níveis críticos de cálcio total são aqueles inferiores a 6 mg/dl e superiores a 14 mg/dl. a dosagem do cálcio ionico evita as distorções causadas pelas variações dos níveis da albumina.

Cálcio Iônico

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado 2 a 8 ºC : 3 dias.
congelado -20°C: 7 dias.

INTERFERENTES:
Material com ph menor 7,10 ou ph maior 7,80 ( faixa ideal de ph entre 7,10 e 7,60).
Hemólise acentuada.

MÉTODO:
Eletrodo Íon Seletivo

VALOR DE REFERÊNCIA:
1,00 A 1,30 MMOL/L

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Cálcio livre
Ca ionizável
Cálcio difusível
CA ++
CA 2+

INTERPRETAÇÃO:
O cálcio iônico é importante para a maioria das funções do cálcio no organismo, incluindo seu efeito sobre o coração, sistema nervoso e a formação óssea.
em comparação com a dosagem de cálcio total, a determinação do cálcio ionizado oferece a vantagem de se referir à fração do elemento fisiologicamente atuante. o cálcio ionizado não apresenta as variações que o cálcio total sofre com a taxa de proteínas, embora seja influenciado pelas condições de equilíbrio acidobásico.
a fração ionizada está aumentada no hiperparatireoidismo primário, em neoplasias e em caso de excesso de vitamina d. pode estar diminuída no hipoparatireoidismo, na deficiência de vitamina d e no pseudo-hipoparatireoidismo.

Cálcio na Urina

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
Urina recente 24horas
CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 1 dia.
Congelado a -20°C: 90 dias.

INTERFERENTES:
: A calciúria pode aumentar por efeito in vivo causado pelo uso de acetazolamida, cloreto de amônio, corticosteróides, vitamina d e diuréticos (efeito inicial). por outro lado, diminui com o uso crônico de diuréticos, bicarbonato, estrógenos, lítio e anovulatórios.

MÉTODO:
Colorimétrico.

VALOR DE REFERÊNCIA:
60,0 -200,0 MG/24H

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Cálcio urina
Calciúria
Cálcio urinário.

INTERPRETAÇÃO:
É útil sobretudo na avaliação do paciente com cálculo renal e, eventualmente, no seguimento de portadores de hiperparatiroidismo, lesões ósseas metastáticas, mieloma, intoxicação por vitamina d, acidose tubular renal, tirotoxicose, doença de paget e sarcoidose. o efeito do conteúdo de cálcio na dieta é imprevisível devido às variações nas frações de absorção intestinal e reabsorção renal.

Capacidade Fixação do Ferro

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado 2 e 8 ºC: 5 dias.
Congelado -20°C:30 dias.

INTERFERENTES:
Hemolise, Lipemia, Paciente em Uso de Ferruginosos

MÉTODO:
Enzimático

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 250,0 a 425,0 µG/DL.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
TIBC
Capacidade total de fixação do ferro
Capacidade sideropéxica
Capacidade ferropéxica total

INTERPRETAÇÃO:
Encontra-se elevada na anemia ferropriva, no uso de anticoncepcionais e gravidez.
valores normais ou baixos são encontrados nas anemias de doenças crônicas, sideroblásticas, hemolíticas, hemocromatose, desnutrição, estados inflamatórios e neoplasias.
A ctcf aumenta com a queda do ferro sérico na anemia ferropriva, podendo, as vezes, precede-lo. cerca de 30% a 40% dos pacientes com anemia ferropriva crônica tem ctcf normal.
A ferritina e mais sensível que a capacidade de combinação do ferro para avaliação da falta ou excesso de ferro. atualmente, imunoensaios podem determinar diretamente a transferrina, havendo boa correlação entre os níveis de transferrina e a ctcf.

Clearence de Creatinina

PREPARO DO PACIENTE:
Colher urina durante 24 horas em frasco sem conservante, ou outro período de tempo conforme solicitação médica.
Ao acordar esvaziar a bexiga e desprezar a urina;
Coletar no frasco todas as urinas posteriores - da segunda micção em diante-, até a primeira do dia seguinte obtendo-se o total das urinas das 24 horas;
Manter a urina refrigerada durante e após a coleta;
Informar peso e altura.

TIPO DE AMOSTRA:
Urina de 24 horas.
Soro 1,0 ML.

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8 ºC: 5 dias.

INTERFERENTES:
Amostras colhidas fora das especificações

MÉTODO:
Soro/urina:cinético. Cálculo da depuração pela fórmula clássica: dep = (ucreat x vmin)/creatinina sérica; usualmente é feita correção do valor encontrado para a superfície corporal "padrão" de 1,73 m2.

VALOR DE REFERÊNCIA:
Clearence de Creatinina.:75,0 a 115,0 ML, MIN, 1,73 M².
Creatinina no Soro......:0,70 a 1,20 MG/DL.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Depuracao de creatinina endogena
Ritmo de filtracao glomerular
Depuracao de creatinina
Clearence de creatinina

INTERPRETAÇÃO:
É útil na avaliação funcional renal. a depuração está diminuída em nefropatias agudas e crônicas e sua determinação pode ser importante no acompanhamento desses pacientes. na insuficiência renal terminal, por sua vez, o exame serve para indicar estados nos quais processos dialíticos se tornam imperiosos. a depuração de creatinina pode estar aumentada na fase inicial do diabetes, no hipertiroidismo e na acromegalia.

Cloro

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro ou plasma (EDTA)

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado 2 e 8 ºC: 10 dias.
Congelado -20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise e Lipemia intensa.

MÉTODO:
Colorimétrico

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 98 a 110 MEQ/L.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Cloro
CL
Cloreto

INTERPRETAÇÃO:
Níveis elevados são encontrados na deficiência de mineralocorticóides, acidose metabolica, infusão salina excessiva, perdas gastrintestinais, acidose tubular renal, fístula pancreática e hiperparatireodismo. níveis baixos ocorrem na hipervolemia, insuficiência cardíaca, secreção inapropriada de adh, vômitos, acidose respiratória crônica, doença de addison, alcalose metabólica, cetoacidose diabética e no uso de diuréticos.

Colesterol Total

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 12 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC: 10 dias.
Congelado -20°C:30 dias.

INTERFERENTES:
Icterícia, Hemólise e Lipemia Intensa.

MÉTODO:
Enzimático

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 2 a 19 ANOS:
Desejável.:inferior A 170 MG/DL
Limítrofe :de 170 A 199 MG/DL
Elevado...:superior a 199 MG/DL

Acima de 19 anos:
Desejavel.:inferior a 200 MG/DL
Limítrofe.:de 200 A 239 MG/DL
Elevado...:superior a 239 MG/DL

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Colesterol
Uricemia
Ácido úrico

INTERPRETAÇÃO:
È útil na avaliação de risco de doença coronariana, na qual, habitualmente, níveis elevados se associam com maior probabilidade de ocorrer aterosclerose. o colesterol é um esterol encontrado em todos os tecidos animais que possui importantes funções fisiológicas. o fato de níveis elevados dessa substância estarem implicados em processos ateroscleróticos faz dela um dos parâmetros mais freqüentemente dosados no laboratório clínico. o colesterol está aumentado na hipercolesterolemia primária e também secundariamente em síndrome nefrótica, hipotiroidismo, diabetes mellitus, cirrose biliar primária e hipoalbuminemia. já níveis baixos podem ser vistos na desnutrição e no hipertiroidismo.

CPK

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado 2 a 8ºC: 7 dias
Congelado -20ºC: 28 dias

INTERFERENTES:
Injeções Intramusculares, Traumas, Cirurgias, Intoxicação Por Barbitúricos e Anfotericina B.

MÉTODO:
Cinético UV

VALOR DE REFERÊNCIA:
24,0 – 195,0 U/L

DESCRIÇÃO DO EXAME:
CPK
CK
Creatinofosfoquinase

INTERPRETAÇÃO:
A CPK é uma enzima encontrada no tecido muscular e cerebral, que reflete o catabolismo tecidual em consequência de traumatismo celular. Sua dosagem é feita com o objetivo de detectar a ocorrência de lesão do miocardio ou da musculatura esquelética, ou lesão do sistema nervoso central.
Níveis elevados são encontrados no infarto agudo do miocardio, exercícios físicos, miocardite, distrofia muscular, isquemia cerebral, parto, entre outros.

Creatinina

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC: 10 dias
Congelado -20°C:30 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise

MÉTODO:
Cinético

VALOR DE REFERÊNCIA:
Até 6 anos....: 0,3 a 0,7 MG/DL.
7 a 12 anos...: 0,5 a 1,0 MG/DL;
Maior que 12 anos:
Sexo masculino: 0,7 a 1,2 MG/DL;
Sexo feminino.. 0,6 a 1,0 MG/DL

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Creatinina Sérica

INTERPRETAÇÃO:
É útil na avaliacao do rítmo de filtracao glomerular (rfg). é o produto de degradaçãoo da creatina, sendo sua concentração sérica não só dependente da taxa de filtração renal, mas também da massa muscular, idade, sexo, alimentação, concentração de glicose, piruvato, ácido úrico, proteína, bilirrubina e do uso de medicamentos (cefalosporinas, salicilato, trimetoprim, cimetidina, hidantoina, anticoncepcionais e anti-inflamatorios). níveis baixos podem ser encontrados nos estados que cursam com diminuição da massa muscular.

Ferro

PREPARO DO PACIENTE:
Adulto jejum de 8 horas.
Crianças jejum de 4 horas.

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC:7 Dias.
Congelado -20°C :30 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise

MÉTODO:
Colorimétrico

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 65,0 a 175,0 µG/ DL

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Ferro Sérico

INTERPRETAÇÃO:
O teste é útil na avaliação das anemias hipocrômicas microcíticas. para uma melhor análise do metabolismo do ferro, é necessário que sua dosagem seja realizada concomitantemente com as de siderofilina e ferritina. a determinação da ferritina completa o estudo, por se tratar de um índice sensível de depleção ou sobrecarga do metal nos tecidos corporais.
Níveis baixos de ferro são encontrados em perdas sangüíneas, dieta inadequada, doenças inflamatórias crônicas, neoplasias, desnutrição e síndrome nefrótica.

Fosfatase Ácida Total

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum não obrigatório

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC E devidamente acidificada com ácido acético a 20%: 3 dias.
Congelada -20°C:30 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise

MÉTODO:
ROY- Modificado.

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 0.15 a 0,56 U/L.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
FA
Fosfatase ácida.

INTERPRETAÇÃO:
A fosfatase ácida está presente na próstata, ossos, pulmões, rins, baço, fígado, pâncreas, vesícula seminal, hemácias e leucócitos.
Aumentos ocorrem nas leucemias, trombocitoses, infarto agudo do miocardio, embolia pulmonar, anemias hemoliticas. doenca de gaucher, tumores ósseos, hiperparatireoidismo, mieloma, adenomas e cancer da prostata.

Fosfatase Alcalina

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado 2 a 8ºC: 3 dias
Congelado -20°C: 15 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise

MÉTODO:
Cinético Optimizado

VALOR DE REFERÊNCIA:
65,0 a 300,0 U/L.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
FAL
Fosfatase Alcalina
ALP

INTERPRETAÇÃO:
A fosfatase alcalina está presente nas membranas celulares dos seguintes tecidos: osso, fígado, intestino, placenta e rins. nas crianças a fração óssea predomina.
É útil na avaliação e no seguimento de hepatopatias e processos colestáticos em geral, assim como no diagnóstico e no acompanhamento de processos ósseos que resultam em aumento de sua atividade. não se trata de uma enzima única, mas de uma família de isoenzimas, de origens variadas, principalmente hepática e óssea.

Fósforo

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
2 dias refrigerado entre 2 e 8 ºC e 15 dias congelado

INTERFERENTES:
Hemólise e Lipemia

MÉTODO:
UV

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 2,5 a 5,6 MG/ DL.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
P
Fosfato
Fosfotemia
Fósforo inorganico
PO4

INTERPRETAÇÃO:
O Fósforo encontra-se no organismo fazendo parte de compostos orgânico(proteínas, lipídios, carboidratos, ácidos nucléicos, etc) ou como fosfatos inorgânicos, cumprindo diversas funções (transporte de energia, estrutura dos tecidos)

Gama GT

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC: 2 dias.
Congelado -20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Amostras Hemolisadas, Lipêmicas E Ictéricas.

MÉTODO:
Cinético Colorimétrico

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 11,0 a 50,0 U/L.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Gama Glutamil Transferase
Gamaglutamiltranferase
Gama-GT

INTERPRETAÇÃO:
O exame contribui para a avaliação das hepatopatias agudas e crônicas, uma vez que a atividade da gama-gt fica elevada nos quadros de colestase intra ou extra-hepática. os níveis da atividade da enzima também aumentam na doença hepática alcoólica aguda ou crônica e nas neoplasias primárias ou metastáticas. eventualmente, a dosagem da gama-gt pode ser utilizada na comprovação do uso de álcool. nesse caso, porém, é importante afastar outras causas de sua elevação.

Glicemia - Jejum e 2 horas após ingestão de 75g de glicose - GTT

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas

TIPO DE AMOSTRA:
Soro ou Plasma Fluoretado.

OBJETIVO:
Determinar a Concentração de Glicose no Soro ou Plasma Humano (Jejum de 2 Horas após ingestão de 75 G de Glicose)

COLETA E CONSERVAÇÃO:
1ª amostra: colher em jejum (basal).
Ministrar o açúcar se o valor da glicemia for inferior a 140 mg/dl.

2ª amostra: após 2 horas de ingestão do açúcar.
Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra.

OBS.: 75 G de glicose deve ser adotada. se houver especificação do médico o exame pode ser feito com outra dose (50G,100G, por exemplo).

MÉTODO:
Método Enzimático Colorimétrico, Automatizado

VALOR DE REFERÊNCIA:
Basal: inferior a 99 MG/DL
Após 2horas: inferior a 140MG/DL

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
O teste é útil no diagnóstico de diabetes mellitus, em que os valores iguais ou superiores a 200 mg/dl estabelecem o diagnóstico.valores entre 140 e 200 mg/dl são considerados suspeitos e o paciente é rotulado como portador de uma tolerância à glicose diminuída.

Glicose

PREPARO DO PACIENTE:
Adulto: jejum de no mínimo 10 horas e não ultrapassar 14 horas.
De 3 até 8 anos de idade, jejum mínimo de 4 horas.
Até 3 anos de idade, jejum mínimo de 3 horas.
O paciente não deve realizar atividade física antes da coleta.
O uso de medicações por via oral e/ou de insulina para o tratamento do diabetes deve seguir a orientação do médico assistente

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro ou plasma fluoretado.

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC: 12 horas.

INTERFERENTES:
Prazo maior que 24 horas de conservação.

MÉTODO:
Enzimático

VALOR DE REFERÊNCIA:
70 A 99 MG/DL

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Glicemia.

INTERPRETAÇÃO:
A glicemia é usada para diagnosticar hiperglicemias e hipoglicemia. a patologia mais frequente relacionada com o metabolismo dos hidratos de carbono é a diabetes mellitus.
Os valores de glicemia de jejum entre 100 mg/dl e 125 mg/dl já são considerados como inapropriados ou mesmo como pré-diabetes. em tais casos, deve-se realizar o teste oral de tolerância à glicose com medidas no jejum e duas horas após a sobrecarga. o diagnóstico de diabetes mellitus é confirmado por resultados de glicemia de jejum iguais ou superiores a 126 mg/dl em duas ocasiões ou, então, por valores iguais ou superiores a 200 mg/dl após duas horas no teste oral de sobrecarga ou, ainda, por níveis de glicose iguais ou superiores a 200 mg/dl em exames colhidos em qualquer horário, desde que haja sintomas de diabetes.

Glicosúria Fracionada

PREPARO DO PACIENTE:
Colher:
1ª amostra das 6:00 às 12:00 horas,
2ª amostra das 12:00 às 18:00 horas,
3ª amostra das 18:00 às 24:00 horas e a
4ª amostra das 24:00 às 6:00 horas.
Durante a coleta manter a urina sob refrigeração.
Não fazer esforço físico durante a coleta.
O paciente deve manter sua rotina diária.
Não é necessário aumentar a ingestão de líquidos, exceto sob orientação médica.

TIPO DE AMOSTRA:
Urina de 4 períodos.

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC:5 dias.
Interferentes: amostra não conservada refrigerada.

INTERFERENTES:
Hemólise

MÉTODO:
Enzimático

VALOR DE REFERÊNCIA:
Indetectável

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Glicose Urinária.

INTERPRETAÇÃO:
Glicemias superiores a 180 mg/dl geralmente já estão associadas com glicosúria. Os diabéticos podem apresentar um limiar renal para a excreção de glicose muito variável. Já em crianças com menos de um ano e em gestantes, existe a possibilidade de a glicosúria ser decorrente de diminuição do limiar renal, chamada de glicosúria de causa renal, e não estar relacionada com o diabetes. A coleta fracionada é útil no acompanhamento de diabéticos.

HDL Colesterol

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 10 a 12 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

COLETA E CONSERVAÇÃO: Se o exame não for realizado no mesmo dia, refrigerar a amostra (de 2 a 8º C)

MÉTODO:
Inibição seletiva.

VALOR DE REFERÊNCIA:
HDL-COLESTEROL = > 40MG/DL
VLDL-COLESTEROL = < 30 MG/DL
LDL-COLESTEROL = < 130 MG/DL

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
Não existem dúvidas de que o colesterol é um fator de risco direto para dci. estudos retrospectivos e prospectivos demonstram claramente uma interrelação curvilinear entre os níveis do colesterol sérico, mas especificamente o colesterol ldl e a prevalência do dci.
em 1977 ficou definitivamente provado que o hdl-colesterol tem um efeito protetor contra a prevalência da dci.
As concentrações das frações ldl e vldl do colesterol e a fração hdl dependem de metabolismo distintos e não se deve fazer qualquer tentativa de buscar correlação entre seus valores de concentração.

Hemoglobina Glicada

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum Não Necessário.

TIPO DE AMOSTRA:
1,0 ML de sangue total (EDTA)

CONSERVAÇÃO:
Refrigerada 2 a 8ºC:5 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise por degeneração (a ser avaliada exclusivamente pelo setor técnico.
Amostra coagulada.
Amostra congelada.

MÉTODO:
Imunoturbidimetria

VALOR DE REFERÊNCIA:
4.5% a 6.0%

DESCRIÇÃO DO EXAME:
HBA1C
Hemoglobina Glicada
Glicohemoglobina
HB Glicada

INTERPRETAÇÃO:
A dosagem de hemoglobina glicada é de interesse para o controle do diabetes em médio e longo prazos, sendo indicada para todos os diabéticos. o nível de a1c não é considerado como critério diagnóstico para o diabetes mellitus e não pode ser interpretado em indivíduos sem a doença. o estudo diabetes control and complications trial (dcct) adotou o hplc como a metodologia de referência para a dosagem de a1c.

LDH - Dehidrogenase Lática

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado 2 a 8 ºC: 12 horas

INTERFERENTES:
Hemólise

MÉTODO:
UV otimizado.

VALOR DE REFERÊNCIA:
230,0 a 460,0 U/L.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
DHL
LDH
Desidrogenase láctica
Lactato desidrogenase

INTERPRETAÇÃO:
É uma enzima intracelular encontrada nos tecidos corporais, liberada após lesão tecidual. níveis séricos elevados são observados na anemia megaloblástica, carcinomas, choque grave, infarto do miocárdio, infarto pulmonar, anemia hemolítica, leucemia,mononucleose, inflamações, hipotireoidismo, pneumopatias, hepatites, etilismo, pancreatite, colagenoses, trauma e obstrução intestinal. hemolise pode levar a resultados falsamente elevados.

Magnésio

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC: 5 dias.
Congelado -20°C:30 dias congelado

INTERFERENTES:
Hemólise

MÉTODO:
Colorimétrico

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 1,7 a 2,5 MG/ DL.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Magnésio no soro.
MG.

INTERPRETAÇÃO:
O teste tem utilidade na avaliação dos distúrbios hidroeletrolíticos. o magnésio é o co-fator de várias enzimas intracelulares, estando presente em todos os tecidos. seus níveis séricos podem se manter normais mesmo quando há uma depleção do magnésio corporal de até 20%. os sintomas de hipomagnesemia ocorrem, em geral, a partir de níveis inferiores a 1,2 mg/dl. o alcoolismo crônico é uma das causas de hipomagnesemia, em decorrência da baixa ingesta e do aumento das perdas urinárias e por vômitos. geralmente, a condição está associada à hipocalcemia. já a hipermagnesemia produz efeitos adversos em níveis superiores a 3,0 mg/dl. como as hemácias contêm cerca de 2 a 3 vezes mais magnésio que o soro, a hemólise provoca elevação significativa desse elemento.

Microalbuminuria

PREPARO DO PACIENTE:
Não fazer esforço físico durante o período da coleta. O paciente deve manter sua rotina diária.
Não é necessário aumentar a ingestão de líquidos, exceto sob orientação médica. Manter a urina refrigerada no período da coleta.

TIPO DE AMOSTRA:
Urina de 24 horas, 12 horas noturnas (repouso) ou amostra isolada. o paciente deve retirar no laboratório os frascos e as instruções correspondentes

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC:14 dias.
Congelada: não aceitável.

INTERFERENTES:
Exercícios físicos podem aumentar a excreção de albumina

MÉTODO:
Turbidimetria

VALOR DE REFERÊNCIA:
Urina de 24 horas:
Normoalbuminúria 0,0 -30,0 MG/L

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Albumina na Urina.

INTERPRETAÇÃO:
O teste tem sido usado em conjunto com outros ensaios como auxiliar na avalição da doença renal.
O interesse nos aumentos sub-clínicos da taxa de excreção de albumina tem estado centrado em indivíduos com um diagnóstico já definido de diabetes ou hipertensão.
Se forem considerados os cuidados para minimizar os interferentes do contole metabólico na taxa de excreção da albumina, o nível desta tem-se revelado um excelente indicador da progressão para nefropatia, evidente tanto nos indivíduos diabéticos dependentes como nos não dependentes de insulina.

Mucoproteínas

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum obrigatório de 8 horas.
Intervalo entre mamadas para lactentes

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC : 3 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise, Lipemia.

MÉTODO:
Colorimétrico

VALOR DE REFERÊNCIA:
Tirosina: 1,9 a 4,9 MG/DL.
Mucoproteína:45,0 a 127,0 MG/DL

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Soromucóide.

INTERPRETAÇÃO:
É uma glicoproteína que apresenta como sua principal constituinte a alfa-1-glicoproteína ácida (aagp) que é uma proteína de fase aguda sintetizada nos hepatócitos. uma vez que o ensaio para mucoproteína não apresenta boa reprodutibilidade, sofrendo influência da temperatura e do tempo de estocagem, sua determinação foi substituída com vantagens pela determinação da alfa-1-glicoproteína ácida.

Potássio

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum não obrigatório

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 º C: 5 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise e Lipemia Acentuada

MÉTODO:
Eletrodo Íon Seletivo

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 3,6 a 5,5 MEQ/L.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Potássio.
Caliemia.
Kaliemia.

INTERPRETAÇÃO:
O teste tem utilidade na avaliação do equilíbrio hidroeletrolítico e acidobásico. a monitorização do potássio sérico auxilia o acompanhamento de indivíduos em terapia com diuréticos, de nefropatias, principalmente com insuficiência renal, de cetoacetose diabética e de insuficiência hepática, além de contribuir com o manejo da hidratação parenteral. da mesma forma, o exame ajuda a avaliar quadros de hiperaldosteronismo primário ou secundário e de hipoaldosteronismo.

Proteína na Urina

PREPARO DO PACIENTE:
O paciente precisa retirar, no laboratório, os frascos adequados e as instruções correspondentes.
refrigerar a urina desde o início da coleta.
Não fazer esforço físico durante a coleta.
O paciente deve evitar exercício físico durante a coleta.
Não é necessário aumentar a ingestão de líquidos, exceto sob orientação médica.
Mulheres: não realizar a coleta de urina no período menstrual.

TIPO DE AMOSTRA:
Este exame é realizado em urina colhida durante das 24 horas ou conforme solicitação médica.

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC: 7 dias.

INTERFERENTES:
Urina Acidificada.

MÉTODO:
Colorimétrico.

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 30,0 a 140,0 MG/24 HS. (até 160,0 MG/24 para mulheres grávidas)

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Proteinúria.

INTERPRETAÇÃO:
É útil na avaliação de doenças renais, tanto glomerulares como tubulares, tais como nefropatia diabética, síndrome nefrótica de várias etiologias, glomerulopatias, nefrites tubulointersticiais, hipertensão arterial e nefropatia da gravidez, entre outras.
Nas paraproteinemias, valores aumentados podem ser vistos tanto em decorrência de lesão renal secundária quanto por perda urinária de cadeias leves de imunoglobulinas (proteinúria de bence-jones).

Proteína Total

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
3 dias refrigerado entre 2 e 8 ºC e 7 dias congelado

INTERFERENTES:
Hemólise

MÉTODO:
Colorimétrico

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 6,1 a 7,9 G/DL.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Ácido úrico no sangue
Uricemia
Ácido úrico

INTERPRETAÇÃO:
O teste é útil na avaliação das hipoproteinemias, quer por defeito de síntese protéica, como ocorre nas hepatopatias e na desnutrição, quer por perda protéica, como na síndrome nefrótica e na enteropatia com perda proteica. as globulinas podem estar elevadas à custa de suas frações alfa-1, alfa-2, beta ou gamaglobulina, o que é possível identificar por meio da eletroforese de proteínas.

Sódio

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum não obrigatório

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise

MÉTODO:
Eletrodo Íon Seletivo.

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 134,0 a 149,0 MEQ/L

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Sódio no soro.
NA.
Natremia.

INTERPRETAÇÃO:
O sódio sob forma ionizada, é um dos principais fatores de regulação osmótica do sangue, plasma, fluidos intercelulares e do equilíbrio ácido-base. é essencial à motilidade e à excitabilidade muscular e na distribuição orgânica de água e volume sangüíneo.
a hipernatremia ocorre na desidratação hipertônica, no diabetes insipidus e em comas hiperosmolares, entre outras situações.
a hiponatremia pode se manifestar na síndrome nefrótica, na insuficiência cardíaca, na desidratação hipotônica, na secreção inapropriada de hormônio antidiurético e em nefropatias com perda de sódio.

TGO

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum não obrigatório

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC:3 dias.

INTERFERENTES:
Stress Muscular, Álcool.Amostras Lipêmicas, Hemolisdas E Ictéricas.

MÉTODO:
Cinético Uv.

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 0 a 38 U/L.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Transaminse glutâmico oxalacética.
Aspartato aminotransferase
Ast

INTERPRETAÇÃO:
Diferentemente da transaminase glutâmico-pirúvica (tgp), a transaminase glutâmico-oxalacética (tgo) não é exclusivamente utilizada para a avaliação da integridade dos hepatócitos. a determinação da atividade sérica dessa enzima pode ser útil em hepatopatias e miopatias. na fase aguda da hepatite viral, valores de tgo superiores ao normal em cerca de 20 vezes ou mais são quase sempre encontrados. seus níveis também se elevam na hepatite alcoólica e em necroses hepatocíticas tóxicas ou isquêmicas, e na mononucleose.
Nas miopatias, são também observados aumentos de tgo, da mesma forma que de outras enzimas, como a creatinofosfoquinase (cpk) e a dhl. a tgo ainda pode se elevar em infartos renais e pulmonares ou em grandes tumores, sendo acompanhada, em tais casos, de aumentos de dhl, no mixedema, nas anemias hemolíticas e em choque. como a enzima está presente nos eritrócitos, a ocorrência de hemólise amplia sua atividade no soro.

TGP

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum não obrigatório

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC: 3 dias.

INTERFERENTES:
Stress Muscular, Álcool E Amostras Hemolisadas, Lipêmicas e Ictéricas.

MÉTODO:
Cinético UV.

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 0 a 41,0 U/L.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Transaminase glutâmica pirúvica.
ALT
Alanino amino transferase.

INTERPRETAÇÃO:
O teste tem utilidade na avaliação de hepatopatias, tendo sensibilidade para detectar lesão hepatocítica e sendo recomendado para o rastreamento de hepatites. aumentos de transaminase glutâmico-pirúvica (tgp) podem ocasionalmente ser vistos em doenças extra-hepáticas, como miopatias. a presença de outras enzimas, como creatinofosfoquinase (cpk), desidrogenase láctica (dhl), aldolase e transaminase glutâmico-oxalacética (tgo), pode definir o estado de miopatia.
Valores elevados são encontrados no etilismo, hepatites virais, hepatites não alcoólicas, cirrose, colestase, hemocromatose, anemias hemolíticas, hipotireoidismo, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca,
Doenças musculoesqueléticas, doença de wilson e na deficiência de alfa-1-tripsina. níveis de tgp são superiores a tgo nas hepatites e esteatoses não alcoólicas

Triglicérides

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 12 a 14 horas.
1 até 5 anos de idade, jejum mínimo de 6 horas
Até 1 ano de idade, jejum mínimo de 3 horas
Deve-se evitar ingestão de álcool 72 horas e atividade física vigorosa 24 horas que antecedem a coleta de sangue.

TIPO DE AMOSTRA:
1,0 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC: 3 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise Acentuada.

MÉTODO:
Enzimático

VALOR DE REFERÊNCIA:
Inferior a 150,0 MG/DL

INTERPRETAÇÃO:
Os triglicérides são formados pela esterificação do glicerol com três ácidos graxos, constituindo-se em uma das gorduras de interesse na avaliação do metabolismo lipídico.
mudanças na dieta e na atividade física e o uso de bebidas alcoólicas são as causas mais freqüentes de grandes variações nos níveis de triglicérides.
níveis elevados são encontrados na síndrome nefrótica,
na ingestão elevada de álccol, induzido por drogas (estrogênios, contraceptivos orais, prednisona, etc) no hipotireoidismo, diabetes e gravidez.
os níveis baixos estão relacionados a má absorção, má nutrição e hipertireoidismo.

Uréia

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas

TIPO DE AMOSTRA:
1 ml de soro

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8 ºC: 4 dias.

INTERFERENTES:
lipemia e hemólise intensa. Algumas drogas como glicoticóides e hormônios tireoidianos.

MÉTODO:
Cinético UV.

VALOR DE REFERÊNCIA:
De 10,0 a 50,0 MG/DL.

DESCRIÇÃO DO EXAME:
Azotemia
Uremia
Nitrogênio ureíco

INTERPRETAÇÃO:
As concentrações séricas de uréia variam amplamente no indivíduo saudável e são influenciadas por fatores diversos como a ingestão dietária de proteínas e o estado de hidratação.
o encontro de níveis séricos elevados de uréia ainda levantam, em primeiro lugar, a hipótese de insuficiência renal e, portanto, implicam a necessidade de investigação do cliente nesse sentido. a relação uréia-creatinina no soro pode ser bom indicador do ritmo de catabolismo protéico.