Faculdade de Ciências
Farmacêuticas de Ribeirão Preto

Universidade de São Paulo

IDIOMAS: | INTRANET

Setor de Hormônios / Imunologia

Farmacêutico

Edna Aparecida Barizon

Tel: +55 16 3315-4174
E-mail: ebarizon@fcfrp.usp.br

EXAMES REALIZADOS

T3 Total

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 4 horas. Anotar medicamentos em uso.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro - 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias.
Congelado a -20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise e/ou lipemia intensa.

MÉTODO:
Quimioluminescência

VALOR DE REFERÊNCIA:
Adultos: 70 - 210 ng/dL

APLICAÇÕES CLÍNICAS
Apresenta-se elevado na Doença de Graves, T3 toxicoses, nos casos de hipertireoidismo TSH dependente, aumento de TBG e gravidez. Valores baixos podem ser encontrados nos quadros de doença não tireoidiana, hipotireoidismo e redução da TBG.

T4 Total

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 4 horas. Anotar medicamentos em uso.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro - 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias.
Congelado a -20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise e/ou lipemia intensa.

MÉTODO:
Quimioluminescência

VALOR DE REFERÊNCIA:
Adultos: 4,5 - 12,5 µg/dL

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
Encontra-se elevado nos casos de hipertireoidismo, disalbuminemia familiar, aumento de TBG, aumento de pré-albumina ligadora de tiroxina (TBPA). Sua concentração está diminuída no hipotireoidismo, no quadro de doenças sistêmicas graves não tireoidianas e na redução de TBG.

TSH

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 4 horas. Anotar medicamentos em uso.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro - 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias.
Congelado a -20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise e/ou lipemia intensa.

MÉTODO:
Quimioluminescência

VALOR DE REFERÊNCIA:
Adultos: 4,5 - 12,5 µIU/mL

APLICAÇÕES CLÍNICAS
No diagnóstico diferencial entre hipotireoidismo primário e secundário; controle de terapêutica substitutiva no hipotireoidismo e do tratamento da moléstia de Graves.
O doseamento do TSH sérico é utilizado para avaliação clínica da função tireoidiana, servindo como um teste primário no diagnóstico diferencial do hipotireoidismo e como ajuda na monitoração da terapêutica de substituição dos hormônios da tireóide.
No hipotireoidismo primário, situação na qual a produção dos hormônios da tireóide se encontra comprometida, o nível de TSH é tipicamente muito elevado. No hipotireoidismo secundário ou terciário, situação em que a produção dos hormônios da tireóide é baixa devido à presença de lesões pituitárias ou hipotalâmicas, o nível do TSH é geralmente baixo. No hipertireoidismo, o nível de TSH encontra-se geralmente supresso para níveis sub-normais. Em casos menos frequentes, este quadro clínico pode resultar da hiperestimulação da tireóide devido à presença de lesões hipotalâmicas ou pituitárias, casos em que os níveis de TSH encontram-se normalmente aumentados.

T4 Livre

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 4 horas. Anotar medicamentos em uso.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro - 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias.
Congelado a -20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise e/ou lipemia intensa.

MÉTODO:
Quimioluminescência

VALOR DE REFERÊNCIA: 0,8 a 2,0 ng/dL

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
Hormônios tireoidianos são transportados no sangue ligados a várias proteínas, incluindo a TBG, a pré-albumina e a albumina. Somente 0,03% da tiroxina encontram-se não ligadas às proteínas. Hipertireoidismo e hipotireoidismo resultam de concentrações anormais de T4 livre. Encontra-se aumentada no hipertireoidismo e na síndrome de resistência ao hormônio tireoidiano e diminuída no hipotireoidismo.

PSA Total

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 4 horas
Após toque retal - aguardar 2 dias
Após Ultra-som trans-retal - aguardar 24 horas
Após biópsia de próstata - aguardar 4 semanas
Após massagem na próstata - aguardar 4 semanas

TIPO DE AMOSTRA:
Soro - 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias.
Congelado a -20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Bilirrubina e Hemólise: não apresentam efeitos significativos.

MÉTODO:
Quimioluminescência

VALOR DE REFERÊNCIA: 0,04 - 4,0 ng/mL

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
Valores elevados de PSA têm sido encontrados em pacientes com tumor na próstata, hipertrofia benigna da próstata, bem como condições inflamatórias de outros tecidos genitais adjacentes.

Prolactina

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 4 horas.
Anotar idade, data da última menstruação e uso de medicamentos.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro - 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias.
Congelado a-20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Lipemia e /ou hemólise intensa.

MÉTODO:
Quimioluminescência

VALOR DE REFERÊNCIA:
Mulher: 1,9 - 25 ng/mL
Homem: 2,5 - 17 ng/mL

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
A hipersecreção da prolactina pode ser causada por tumores hipofisário (prolactinoma e tumores que comprimem a haste hipofisária), doença hipotalâmica, estímulo mamilar, trauma do tórax, hipotireoidismo, insuficiência renal, exercício físico, estresse, alimentação e várias medicações.

Ferritina

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas
Anotar idade e medicamentos em uso

TIPO DE AMOSTRA:
Soro - 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias
Congelado a -20°C: 30 dias

INTERFERENTES:
Hemólise (a hemólise libera o conteúdo eritrocitário e transfere a ferritina intracelular para o soro, invalidando a dosagem, acarretando resultados falsamente elevados).
Lipemia acentuada.

MÉTODO:
Quimioluminescência

VALOR DE REFERÊNCIA:
Recém-nascidos: 25 - 200 ng/mL
1 mês: 200 - 600 ng/mL
2 a 5 meses: 50 - 200 ng/mL
6 meses a 15 anos: 10 - 140 ng/mL
Homens: 28 - 397ng/mL
Mulheres: 6 - 159 ng/mL

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
O doseamento da ferritina sérica desempenha um papel importante no diagnóstico clínico da deficiência e do excesso de ferro, bem como nas condições e tratamentos ameaçadores do equilíbrio de ferro. Tem demonstrado ser uma ajuda valiosa na discriminação entre anemia devido à deficiência de ferro e outros tipos de anemias e ainda, na revelação do desaparecimento das reservas de ferro antes do início da anemia. É também importante na triagem de hemocromatose pré-cirrótica e de outras formas de excesso de ferro, no acompanhamento de pacientes que recebem regularmente transfusões sanguíneas ou sob terapia de reposição de ferro, ou ainda sob perigo de acumulação excessiva de armazenamento de ferro.
Embora o esgotamento de ferro pareça ser a única condição associada à redução dos níveis séricos da ferritina, observam-se aumentos destes, não só na presença de acréscimo de ferro armazenado, como também nas várias outras situações, incluindo alterações hepáticas, condições inflamatórias, doença de Hodgkin e outras malignidades.

LH

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas. A coleta deve ser feita preferencialmente até o quinto dia após o início do ciclo menstrual ou conforme orientação médica. Anotar idade, data da última menstruação e medicamentos em uso.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro - 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias.
Congelado a -20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Birrubina e Hemólise: podem causar uma alteração nos valores

MÉTODO:
Quimioluminescência

VALOR DE REFERÊNCIA: vide laudo

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
Sua determinação está indicada no estudo do eixo hipotalâmico-pituitário-gonadal, sendo úteis no diagnóstico da ovulação, no hipogonadismo primário e na puberdade precoce.

FSH

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 4 horas.
A amostra deve ser colhida preferencialmente até o quinto dia após o início do ciclo menstrual ou conforme orientação médica.
Anotar idade, data da última menstruação e medicamentos em uso.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro – 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias.
Congelado a -20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Cimetidine, Clomifene, Estrógenos .
Hemólise e/ou lipemia acentuada.

MÉTODO:
Quimioluminescência

VALOR DE REFERÊNCIA: vide laudo

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
Na mulher, a dosagem de FSH é indicada na avaliação do ciclo ovulatório, na puberdade precoce e no diagnóstico de menopausa.
No homem, a dosagem de FSH é indicada na avaliação da função seminífera.

Progesterona

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 4 horas
Anotar a idade, data da última menstruação e uso de medicamentos.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro - 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias
Congelado a -20°C: 30 dias

INTERFERENTES:
Clomifene e Corticosteróide
Hemólise e/ou lipemia acentuada

MÉTODO:
Quimioluminescência / Radioimunoensaio

VALOR DE REFERÊNCIA: vide laudo

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
A dosagem de Progesterona está indicada na avaliação da ovulação e integridade funcional do corpo lúteo; no seguimento de gestação de alto risco e nos distúrbios menstruais.

Estradiol

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum não obrigatório.
Anotar idade, data da última menstruação e uso de medicamentos.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro - 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias
Congelado a -20°C: 30 dias

INTERFERENTES:
Hemólise e/ou lipemia intensa
Digoxina, Estrógenos e Contraceptivos orais

MÉTODO:
Quimioluminescência / Radioimunoensaio

VALOR DE REFERÊNCIA: vide laudo

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
A dosagem de Estradiol está indicada no estudo da puberdade precoce no sexo feminino, nos tumores adrenais ou testiculares e nas ginecomastias. Além disso, deve ser avaliado nos casos de irregularidade menstrual, esterilidade ou infertilidade e no acompanhamento da menopausa.

Testosterona Total

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 4 horas
Anotar idade, data da última menstruação e uso de medicamentos

TIPO DE AMOSTRA:
Soro - 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias
Congelado a -20°C: 30 dias

INTERFERENTES:
Hemólise e lipemia intensa

MÉTODO:
Quimioluminescência / Radioimunoensaio

VALOR DE REFERÊNCIA: vide laudo

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
No homem tem importância no estudo e classificação do hipogonadismo primário e secundário e desenvolvimento da puberdade. Na mulher é útil na avaliação do hirsutismo, na síndrome dos ovários policísticos e nos tumores virilizantes adrenais ou ovarianos.

Insulina

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas ou conforme especificação médica.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro - 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias.
Congelado a -20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise e/ou lipemia intensa.
Plasma.

MÉTODO:
Quimioluminescência

VALOR DE REFERÊNCIA: até 30 µIU/mL

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
Além de sua indicação no diagnóstico de insulinoma, a dosagem de insulina pode ser utilizada para estudos de outras causas de hipoglicemia (diagnóstico diferencial). Diversas formas de resistência à insulina, por diferentes mecanismos, vêm sendo descritas. A causa mais conhecida é a que acompanha a obesidade, que apresenta níveis de insulina elevados, como resposta exagerada após a sobrecarga glicídica. Nesses casos, ocorre elevação da insulinemia, frente a níveis normais ou elevados da glicemia.

Cortisol

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 horas. Colher preferencialmente entre 7 e 9 horas da manhã.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro – 1 mL

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 a 8°C: 7 dias.
Congelado a -20°C: 30 dias.

INTERFERENTES:
Hemólise e/ou lipemia intensa.

MÉTODO:
Quimioluminescência/ Radioimunoensaio

VALOR DE REFERÊNCIA:
Manhã: (7 - 9 horas): 5 - 25 µg/dL
Tarde: (13 -18 horas): aproximadamente metade dos valores da manhã.

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
Sua concentração encontra-se elevada nos casos de Síndrome de Cushing e estresse. Apresenta-se reduzido na Doença de Addison e nos casos de hipopituitarismo (com produção deficiente de ACTH). Dosagens após supressão por dexametasona possuem utilidade diagnóstica para hipercortisolismo; e após estímulo com cortrosina (ACTH sintético) ou hipoglicemia induzida por insulina, para insuficiência adrenal primária e secundária, respectivamente. As concentrações plasmáticas de cortisol são influenciadas pela concentração da proteína transportadora do cortisol (CBG). O cortisol encontra-se fisiologicamente aumentado na hipoglicemia e gravidez. Fisiologicamente tem atividade anti-inflamatória e reguladora da pressão arterial.