Faculdade de Ciências
Farmacêuticas de Ribeirão Preto

Universidade de São Paulo

IDIOMAS: | INTRANET

Setor de Imunologia

Farmacêutico

José Luiz Morato

Tel: +55 16 3315-4277
E-mail: jlumor@fcfrp.usp.br

EXAMES REALIZADOS

A.S.O.

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas. Em crianças abaixo de 2 anos recomenda-se a coleta antes da próxima alimentação.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro livre de hemólise, lipemia e contaminação bacteriana.
Não deve ser usado plasma porque o fibrinogênio pode causar aglutinação inespecífica.

CONSERVAÇÃO:
Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra(-20C), no máximo por 6 semanas, ou entre 2-8C por 48 horas.

MÉTODO:

VALOR DE REFERÊNCIA:
Inferior a 200UI/mL

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
A estreptolisina O, produzida por quase todas as cepas de streptococcus pyogenes, é uma hemolisina oxigênio-lábil (inativada pelo oxigênio), com potente antigenicidade. O anticorpo formulado contra ela, o antiestreptolisina O, tem se tornado o indicador de infecções estreptocócicas e suas complicações como a febre reumática e a glomerulonefrite aguda. Títulos persistentemente elevados ou ascenção do título entre duas amostras indicam infecçao aguda por Estreptococo Beta hemolítico do grupo A, ou sequela pós-estreptocócica. Títulos elevados são observados em 80-85% dos pacientes com febre reumática. Os títulos se elevam uma semana após a infecção aguda, alcançam pico em 2 a 4 semanas, e se normalizam somente de 6 a 12 meses após. Quando os títulos são menores que 200UI/mL e existe forte suspeita de febre reumática, é recomendável nova análise em amostra colhida 4 semanas após a primeira.

Citomegalovirus IgG e IgM

MÉTODO:
Imunofluorescencia Indireta

VALOR DE REFERÊNCIA:
Titulo de triagem 1:20 à negativo à anticorpos anti-CMV IgM e IgG não são detectáveis. Titulo de triagem ³ 1:20 à positivo à anticorpos anti-CMV IgM e IgG são detectáveis.

DESCRIÇÃO:
Ensaio de imunofluorescência para detecção de anticorpos contra citomegalovírus em soro e plasma humano.
VANTAGENS:
Especificidade: 100%
Sensibilidade: 100%
APRESENTAÇÃO: 50 , 100
METODOLOGIA: IMUNOFLUORESCENCIA INDIRETA
CATEGORIA: CITOMEGALOVIRUS
REGISTRO NO MS: 80213250285
INTRODUÇÃO:
O citomegalovírus (CMV) é um DNA viral membro das viroses beta-herpes que ocorre mundialmente. Infecção por CMV depende do nível social e econômico da população. Na Europa, a taxa de infecção endêmica é 50-70% e em paises em desenvolvimento aproximadamente 100%.
O CMV é transmitido por contato sexual e contato pessoal direto com pessoas infectadas, transfusão de sangue ou transplante de órgãos de pessoas infectadas. A produção de células gigante com inclusões intranucleares é típica de infecções por CMV. O vírus entra pela membrana mucosa e se reproduz neste local nas células epiteliais resultando em nódulos afetando assim os órgãos internamente.
A primeira infecção normalmente aparece subclinicamente. A presença de infecção por CMV é particularmente importante durante a gravidez e em pacientes com imunossupressão (CMV sintomas associados). Nestes casos a infecção pode resultar em encefalite, pneumonia ou retardo no desenvolvimento infantil. O vírus persiste por toda vida e ocasionalmente reativações são observadas. Habitualmente as reativações ocorrem sem manifestações clinicas severas, mas no entanto reativações podem produzir severos sintomas clínicos em pacientes com imunossupressão (incluindo pacientes com HIV).
No momento, a infecção por CMV congênita é a mais freqüente transmitida através da placenta. Normalmente a infecção não é aparente, mas infecções generalizadas podem ser letais. Assim como uma infecção pré-natal por CMV, transmitida da mãe virêmica através da placenta, a prevalência de infecções pós nascimento é 10 vezes maior. Crianças infectadas com CMV, filhos de mães soropositivas possuem um prognóstico melhor em relação a freqüência e severidade de sintomas clínicos do que crianças filhas de mães soronegativas que são infectadas no primeiro tempo durante a gestação.

Relevância do Diagnóstico:
Brevemente após o aparecimento do primeiro sintoma clínico os anticorpos são detectáveis. Primeiramente, altos títulos de IgM aparecem. Dentro de 2-3 semanas altos níveis de IgG são detectáveis, podendo ser detectados pela vida toda. Entretanto, os anticorpos IgM desaparecem entre 6-12 semanas após infecção. Em pacientes transplantados títulos positivos de IgM podem ser detectados por até 2 anos. Nas reativações, o aumento nos níveis de anticorpos IgG e frequentemente IgM são detectáveis. A aplicação de CMV-hiperimunoglobulina pode causar um acréscimo significativo de anticorpos IgG. Em raros casos um resultado de IgM positivo é consequência de resposta imune heterotipica a uma infecção com Toxoplasma gondii, Epstein-Barr vírus, caxumba, Chamydia SP ou Legionella pneumophila.
Título IgG-Ab > 1:20 provável: recente ou infecção aguda, possibilidade de reativação. Recomendação: monitoramento da IgG (colete amostra dentro de 3-4 semanas): determine soroconversão. Confirme com testes como ELISA ou determine o antígeno com Western-blot.
Título de IgG-Ab < 1:20 provável infecção tardia ou terapia de hiperimunoglobulina. Recomendação: monitoramento dos anticorpos IgG
Amostras que diluição de triagem produzirem resultados equivocados devem ser reanalisadas. Visando evitar reações inespecíficas, como reação cruzada que pode levar a resultados equivocados, recomenda-se confirmação do resultado e monitoramento do paciente.

Referência:
Titulo de triagem 1:20 à negativo à anticorpos anti-CMV IgM e IgG não são detectáveis. Titulo de triagem ³ 1:20 à positivo à anticorpos anti-CMV IgM e IgG são detectáveis.


Coombs Indireto

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas. Informar se a paciente está grávida, mês de gestação e nº filho(1º, 2º,3º, etc)

TIPO DE AMOSTRA:
Soro ou plasma colhido com EDTA.

CONSERVAÇÃO:
Se o exame não for realizado no mesmo dia, conservar a amostra por até 8dias entre 2 e 8C.Para guardar por um período mais longo a amostra deve ser congelada (-20C).

MÉTODO:

VALOR DE REFERÊNCIA:
Reação Negativa: AUSÊNCIA de aglutinação.

APLICAÇÕES CLÍNICAS
Na detecção da presença do antígeno D fraco em sangues que tenham apresentado resultado negativo na classificação Rh com Soro Anti-D para teste em lâmina ou em tubo.
Na fenotipagem de hemácias utilizando soros reativos pelo teste de Coombs Indireto.
Na titulagem de anticorpos anti-eritrocitários pelo teste de Coombs Indireto.
Na determinação da presença ou ausência de gamaglobulina humana em manchas de sangue (medicina legal)
Na pesquisa e identificação de anticorpos anti-eritrocitários irregulares que não dependam da fixação de complemento para sua detecção.
Nos testes de compatibilidade em pacientes com anticorpos anti-eritrocitários que não dependam da fixação de complemento para sua detecção.

Chagas - Imunofluorescência

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro livre de hemólise, lipemia e contaminação bacteriana.

CONSERVAÇÃO:
Se o exame não for realizado no mesmo dia, conservar entre 2-8C por até 72 horas. Para um tempo maior, devem ser guardados em freezer a -20C. Evitar repetidos congelamentos e descongelamentos.

PRINCÍPIO DO MÉTODO:
Imunofluorescência indireta:

VALOR DE REFERÊNCIA
Soro Não Reagente

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
Teste útil no diagnóstico de doença de Chagas.
A doença de Chagas ou Tripanossomiase Americana é uma infecção endêmica, de evolução essencialmente crônica, causada por um protozoário, o Tripanossoma cruzi, e transmitida ao homem por um inseto, o triatomíneo. Imunologicamente,3 estágios podem ser considerados: agudo, latente ou indeterminado e crônico. Na fase aguda, verificam-se febre, miocardiopatia, linfoadenopatia, hepatoesplenomegalia e parasitemia. A multiplicação intracelular dos parasitas no músculos lisos e estriados e células do sistema retículo endotelial acarretam a formaçào de pseudocistos. Na fase intermediária ou latente não há sintomas. A doença pode evoluir para a fase crônica com sinais de miocardiopatia, degeneração das células ganglionares do sistema nervoso central e periférico, e hipertrofia e dilatação de certos órgãos, tais como esôfago e cólon, constituindo os mega. Pelos altos índices de prevalência e morbidade, ela se tornou um dos maiores problemas de saúde pública em toda a América Latina. Como a minoria dos indivíduos com sorologia positiva para T. cruzi desenvolve evidências clínicas da doença crônica, as informações prestadas pelo laboratório clínico tornam-se decisivas no diagnóstico etiológico.

Chagas - Hemaglutinação

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro livre de hemólise, lipemia e contaminação bacteriana. Recomenda-se o uso de soro inativo (não obrigatório).

CONSERVAÇÃO:
Se o exame não for realizado no mesmo dia, conservar entre 2-8C por até 72 horas. Para um tempo maior, devem ser guardados em freezer a -20C. Evitar repetidos congelamentos e descongelamentos.
Os soros envelhecidos tendem a gelificar-se ao contato de 2- Mercaptoetanol, provocando resultados falso-positivos.

MÉTODO:
Hemaglutinação indireta

VALOR DE REFERÊNCIA:
Reação Negativa

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
Teste útil no diagnóstico de doença de Chagas.
A doença de Chagas ou Tripanossomiase Americana é uma infecção endêmica, de evolução essencialmente crônica, causada por um protozoário, o Tripanossoma cruzi, e transmitida ao homem por um inseto, o triatomíneo. Imunologicamente,3 estágios podem ser considerados: agudo, latente ou indeterminado e crônico. Na fase aguda, verificam-se febre, miocardiopatia, linfoadenopatia, hepatoesplenomegalia e parasitemia. A multiplicação intracelular dos parasitas no músculos lisos e estriados e células do sistema retículo endotelial acarretam a formação de pseudocistos. Na fase intermediária ou latente não há sintomas. A doença pode evoluir para a fase crônica com sinais de miocardiopatia, degeneração das células ganglionares do sistema nervoso central e periférico, e hipertrofia e dilatação de certos órgãos, tais como esôfago e cólon, constituindo os mega. Pelos altos índices de prevalência e morbidade, ela se tornou um dos maiores problemas de saúde pública em toda a América Latina. Como a minoria dos indivíduos com sorologia positiva para T. cruzi desenvolve evidências clínicas da doença crônica, as informações prestadas pelo laboratório clínico tornam-se decisivas no diagnóstico etiológico.

Fator Reumatoide (Látex)

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro livre de hemólise, lipemia e contaminação bacteriana. Não deve ser usado plasma porque o fibrinogênio pode causar aglutinação inespecífica.

CONSERVAÇÃO:
Se o exame não for realizado no mesmo dia, conservar entre 2-8C por até uma semana ou por até 6 semanas a – 20 C .

MÉTODO:
Aglutinação direta

VALOR DE REFERÊNCIA:
Inferior a 8 UI/mL

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
O diagnóstico de artrite reumatóide é amplamente baseado no exame clínico, mas os testes radiológicos e laboratoriais são úteis para suportar o diagnóstico clínico e para avaliar a severidade e curso da doença. Um dos mais úteis marcadores clínicos da artrite reumatóide no soro é o fator reumatóide e é um auto-anticorpo, em geral, da classe IgM, podendo também ser IgG ,IgA ou IgE, dirigido contra o fragmento Fc da IgG. São portanto uma anti-imunoglobulina.
Numerosos testes tem sido propostos para a detecção do FR, como os usando os eritrócitos de carneiro ou humanos cobertos com IgG humana ou animal. Outros métodos, que são geralmente mais sensíveis, têm também sido descritos, como o de partículas de látex cobertas com IgG humana.
O Imuno-Látex FR é um teste bastante sensível, que utiliza partículas de látex revestidas com IgG humana altamente purificada, estabilizada e suspensa em tampão glicina pH 8,2.
Os FRs se encontram positivos em cerca de 10 a 80% dos pacientes com artrite reumatóide.
Entretanto, eles não são específicos da artrite, uma vez que outras condições, como sífilis, LE, mononucleose infecciosa, hepatite, hipergamaglobulinemia, etc., pode acarretar testes positivos, mas na grande maioria das vezes com títulos baixos. Salienta-se também que menos que 5% de indivíduos normais podem se FR positivo. Por outro lado, alguns pacientes com artrite reumatóide podem ser FR negativo.

FTA-Abs

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro livre de hemólise, lipemia e contaminação.

CONSERVAÇÃO:
Se o exame não for realizado no mesmo dia, conservar a amostra em geladeira (2-8C) até 72 horas. Para um tempo maior, devem ser guardados em freezer a -20C. Evitar repetidos congelamentos e descongelamentos.

MÉTODO:
Imunofluorescência.

VALOR DE REFERÊNCIA
Não Reagente.

APLICAÇÕES CLÍNICAS
Teste útil no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com sífilis.
A Sifilis é uma doença infecciosa humana produzida por um espiroqueta, o Treponema pallidum. Ela é primeiramente uma doença transmitida sexualmente. Outras possíveis vias de transmissão são a transfusão de sangue infectado, hoje praticamente eliminada através de triagem sorológica de rotina, e a perinatal, a sífilis congênita transmitida in útero, pelos treponemas procedentes da mãe infectada para o feto em desenvolvimento. Clinicamente, após um período de incubação que varia de 10 a 90 dias, pois é inversamente relacionado com a quantidade do inoculado, caracterizando a sífilis primária. Aproximadamente 4 a 10 semanas após o aparecimento do cancro, surgem frequentemente sintomas como perda de peso, cefaléia, anorexia, mialgia, artralgia, mal-estar, febre baixa, linfadenopatia, generalizada e exantema (presente em 75 a 100% dos casos), o que caracteriza a sífilis secundária. Podem ocorrer também neste estágio manifestações de comprometimento do sistema nervoso central. Após as manifestações primárias ou secundárias ocorre o período conhecido como sífilis latente, caracterizado por testes sorológicos positivos e ausência de achados clínicos. Pode Ter duração de 1 a 2 anos. Sem tratamento, cerca de um terço dos pacientes apresenta sífilis terciária, que pode manifestar-se com coma (15%), sífilis cardiovascular (10%) ou neurossífilis (8 a 10%).

Os testes sorológicos para a sífilis são classificados como não treponêmicos, usados mais comumente para a triagem, como o VDRL (Veneral Disease Reserch Laboratory) e o RPR(Rapid Plasma Reagin), e treponêmicos, usados como testes confirmatórios para os soros reativos nos testes de triagem, como o TPHA(Treponema pallidum Hemagglutination) e o FTA-Abs(Fluorescent Treponemal Antibody – Absorption) e ELISA (Enzyme- Linked Immunosorbent Assay).
O FTA-Abs é um dos mais sensíveis e específicos testes empregados na sorologia da sífilis, entretanto podem ocorrer reações falso-positivas em cirrose, herpes genital, lupus eritematoso sistêmico, muito raramente, em mulheres grávidas.

Mononucleose (monoteste)

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas

TIPO DE AMOSTRA:
Soro ou plasma colhido com EDTA.

CONSERVAÇÃO:
Se o exame não for realizado no mesmo dia, conservar a amostra por até 8dias entre 2 e 8C.Para guardar por um período mais longo a amostra deve ser congelada (-20C). Outros anticoagulantes devem ser avaliados antes de serem utilizados.

MÉTODO:

VALOR DE REFERÊNCIA
Reação Negativa: AUSÊNCIA de agregados, suspensão uniforme.

APLICAÇÕES CLÍNICAS
Teste útil no diagnóstico da monucleose infecciosa.
A Mononucleosa Infecciosa (MI) é uma enfermidade aguda causada pelo vírus de Epstein-Barr (EBV).Em 1932, Paul e Bunnell, notaram que os soros de pacientes de MI continham anticorpos heterófilos contra hemácias de carneiro. Mais tarde foram também descritas aglutininas contra eritrócitos de outros mamíferos. As proteínas responsáveis por esta aglutinação são glicoproteínas de membrana de glóbulos vermelhos, denominadas antígeno de Paul Bunnell.
As aglutininas heterófilas da monucleose aparecem no soro de pacientes do 6 ao 10 dia de doença, pemanecendo por 4 a 8 semanas.
Como em outras provas diagnósticas, os resultados obtidos devem ser avaliados em função das informações clínicas, hematológicas e sorológicas do paciente.
Ocasionalmente, pacientes com sintomas de MI, podem tardar em desenvolver níveis detectáveis de anticorpos. Neste caso, recomenda-se repetir a prova após alguns dias. Alguns pacientes podem permanecer persistentemente negativos, especialmente crianças e adolescentes. Segundo dados publicados, apenas 80% a 90% dos adultos e menos de 50% das crianças infectadas, desenvolvem anticorpos heterófilos.
Reações falsamente positivas para anticorpos heterófilos de MI já foram descritas com amostras de pacientes com infecção recente por citomegalovirus, hepatite A, parvovirus e leptospira.
Em alguns indivíduos podem permanecer níveis detectáveis de anticorpos heterófilos durante meses e mais raramente, durante anos.

Epstein Barr - EBV

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 12h.

TIPO DE AMOSTRA:
1,0 mL de soro ou plasma (citrato de sódio, EDTA ou eparina)

MÉTODO:
Enzimaimunoensaio.

CONSERVAÇÃO:
Refrigerado entre 2 e 8ºC:7 dias.
Congelado -20°C: 30 dias.

VALOR DE REFERÊNCIA:
Não reagente.

Interpretação:
O vírus Epstein Barr (EBV) é um DNA-vírus pertencente à subfamília gama, gênero Lymphocryptovirus do Herpes vírus. Ocorre de forma cosmopolita, e a maioria das pessoas torna-se infectada pelo EBV por toda a vida (traço característico a quase todos os herpesvírus). Quando a exposição ocorre na adolescência ou na idade adulta, o EBV é capaz de causar um processo chamado mononucleose infecciosa (cerca de 30-50% dos casos). Existem evidências de atividade viral crônica e associação da presença do vírus com algumas patologias malignas (linfoma de Burkitt, carcinoma nasofaríngeo, linfoma de Hodgkin, linfomas de células T e alguns carcinomas gástricos). Contudo, estas associações não são exclusivas, e estima-se que outros fatores ambientais, genéticos, geográficos, também estejam concomitantemente envolvidos. O vírus é transmitido pela saliva em contato íntimo e estima-se que sua transmissão seja improvável via aérea ou parenteral. O período de incubação é de 4 a 6 semanas, e pessoas contaminadas podem transmitir o vírus por períodos variáveis, às vezes longos.Testes laboratoriais são necessários para sua confirmação, uma vez que esta sintomatologia é característica de outras infecções mononucleose similares como CMV, toxoplasmose, etc. Ao hemograma, é comum observar-se leucocitose com presença marcante de linfocitose atípica.O uso de marcadores virais específicos pode determinar o diagnóstico. Em geral, é possível determinar quatro situações: susceptibilidade à infecção, infecção recente, infecção passada ou reativação da infecção. A IgM anti-VCA aparece inicialmente no processo infeccioso e desaparece em torno de 4-6 semanas. A IgG anti-VCA aparece na fase aguda, atinge um pico em 2-4 semanas, decresce e persiste pela vida toda.

Proteína C. Reativa

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro livre de hemólise, lipemia e contaminação bacteriana. Não deve ser usado plasma porque o fibrinogênio pode causar aglutinação inespecífica.

CONSERVAÇÃO:
Se o exame não for realizado no mesmo dia, conservar a amostra no freezer a - 20C,no máximo por 6 semanas, ou entre 2-8C por 48 horas.

MÉTODO:
Aglutinação

VALOR DE REFERÊNCIA
Inferior a 6 mg/L

APLICAÇÕES CLÍNICAS
A proteína C reativa é uma das principais proteínas de fase aguda usada como indicador de processos infecciosos ou inflamatórios, porque em menos de 12 horas, após o início do estímulo para a sua síntese, a sua concentração plasmática pode precocemente ter aumento de até 100 vezes em relação ao basal.
O aumento de PCR é, pois, uma resposta inespecífica à inflamação, sendo suas características mais marcantes o aparecimento precoce, bem como seu rápido desaparecimento (1 a 2 semanas).
A Poteína C Reativa (PCR) juntamente com a velocidade de hemossedimentação (VHS), as mucoproteínas fazem parte das chamadas “reações de fase aguda”, que quando alteradas caracterizam atividades inflamatórias inespecíficas , auxiliando o diagnóstico e o controle evolutivo da inflamação.
Durante as fases iniciais de doença, a concentração de PCR aumenta mais rapidamente que a velocidade de hemossedimentação e desaparece imediatamente após a recuperação.
A PCR aparece muito precocemente no soro de pacientes afetados por uma variedade de processos inflamatórios e necrose de tecidos, tais como infecções bacterianas, doença reumática aguda,infarto do miocárdio, certas doenças virais, tuberculose pulmonar ativa, artrite reumatóide e neoplasia maligna.
Entre as moléstias reumáticas tem na febre reumática sua melhor indicação especialmente na fase inicial, com alta porcentagem de positividade. Seu reaparecimento, nos casos, sob tratamento expressa um reagravamento do processo, sendo interessante pesquisá-la em intervalos regulares.
A monitoração pós-cirurgica da PCR é bastante útil como indicador de complicações inflamatórias ou sépticas. Ela pode estar aumentada no primeiro trimestre da gravidez e permanecer até o parto, bem como aumentar em mulheres que fazem uso de contraceptivos orais.

Toxoplasmose

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro livre de hemólise, lipemia e contaminação bacteriana.

CONSERVAÇÃO:
Se o exame não for realizado no mesmo dia, conservar entre 2-8C por até 72 horas. Para um tempo maior, devem ser guardados em freezer a -20C. Evitar repetidos congelamentos e descongelamentos.

MÉTODO:
Imunofluorescência indireta

VALOR DE REFERÊNCIA
Ausência de anticorpos.

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
Teste útil no diagnóstico e segmento da toxoplasmose.
A toxoplasmose é uma infecção causada por um protozoário, o Toxoplasma gondii. Como ele pode parasitar todas as çelulas nucleares, as manifestações clínicas podem ser muito variáveis, tais como: coriorretinites, miocardites, pericardites, pneumonias, miosites, meningoencefalites, hepatites, ocorrendo isoladamente ou combinadas, certas vezes difusas, vistas em pacientes portadores de imunodeficiências ou recebendo terapêutica imunossupressora. O problema mais sério que resulta da infecção por T. gondii é a transmissão congênita do parasita ao feto durante a gravidez. O comprometimento fetal severo pode acarretar a morte do feto, a morte do recém-nascido ou a enfermidade congênita, expressada por uma tríade de sintomas: hidrocefalia ou microcefalia, coriorretinite e calcificações cerebrais. A transmissão congênita placentária da toxoplasmose depende basicamente da existência de infecção aguda na etapa gestacional. Quanto menor a idade gestacional, maior o risco de comprometimento fetal, sendo que o comprometimento mais grave ocorre no primeiro trimestre da gestação.
Geralmente o início da infecção pelo T. gondii é insidioso, caracterizando-se por febre, adinamia e adenopatia, principalmente cervical, entretanto, frequentemente ocorre na forma subclínica, com sintomas leves e inespecíficos. O diagnóstico da toxoplasmose jamais poderá ser estabelecido com base em dados puramente clínicos. Há sempre necessidade de confirmação laboratorial e correta interpretação dos resultados.

V.D.R.L.

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro ou plasma,inativados ou não, livre de hemólise, lipemia e contaminação.

CONSERVAÇÃO:
Se o exame não for realizado no mesmo dia, conservar a amostra no freezer a - 20C, no máximo por 4 a 6 semanas.

MÉTODO:
Floculação

VALOR DE REFERÊNCIA
Reação Negativa: AUSÊNCIA de agregados, aspecto acinzentado homogêneo.

APLICAÇÕES CLÍNICAS
Teste útil no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com sífilis.
A Sifilis é uma doença infecciosa humana produzida por uma espiroqueta, o Treponema pallidum. Ela é primeiramente uma doença transmitida sexualmente. Outras possíveis vias de transmissão são a transfusão de sangue infectado, hoje praticamente eliminada através de triagem sorológica de rotina, e a perinatal, a sífilis congênita transmitida in útero, pelos treponemas procedentes da mãe infectada para o feto em desenvolvimento. Clinicamente, após um período de incubação que varia de 10 a 90 dias, pois é inversamente relacionado com a quantidade do inoculado, caracterizando a sífilis primária. Aproximadamente 4 a 10 semanas após o aparecimento do cancro, surgem frequentemente sintomas como perda de peso, cefaléia, anorexia, mialgia, artralgia, mal-estar, febre baixa, linfadenopatia, generalizada e exantema(presente em 75 a 100% dos casos), o que caracteriza a sífilis secundária. Podem ocorrer também neste estágio manifestações de comprometimento do sistema nervoso central. Após as manifestações primárias ou secundárias ocorre o período conhecido como sífilis latente, caracterizado por testes sorológicos positivos e ausência de achados clínicos. Pode Ter duração de 1 a 2 anos. Sem tratamento, cerca de um terço dos pacientes apresenta sífilis terciária, que pode manifestar-se com coma(15%), sífilis cardiovascular(10%) ou neurossífilis(8 a 10%).
Os testes sorológicos para a sífilis são classificados como não treponêmicos, usados mais comumente para a triagem, como o VDRL( Veneral Disease Reserch Laboratory) e o RPR(Rapid Plasma Reagin), e treponêmicos, usados como testes confirmatórios para os soros reativos nos testes de triagem, como o TPHA(Treponema pallidum Hemagglutination) e o FTA-ABS(Fluorescent Treponemal Antibody – Absorption).
Pode ocorrer reações falso-positivas com o RPR em condições como: Imunizações, infecções, gravidez, malária, doenças auto-imune (lupus eritematoso sistêmico, etc.), doenças malignas, etc. Se o O RPR for positivo deve-se realizar um teste confirmatório, específico para o treponema.

Waller-Rose

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas.

TIPO DE AMOSTRA:
Soro livre de hemólise, lipemia e contaminação bacteriana. Não deve ser usado plasma porque o fibrinogênio pode causar aglutinação inespecífica.

CONSERVAÇÃO:
Se o exame não for realizado no mesmo dia, conservar por 48 horas entre 2-8C ou congelar até 6 semanas.

MÉTODO:
Aglutinação direta

VALOR DE REFERÊNCIA
Inferior a 8 UI/mL

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
O diagnóstico de artrite reumatóide é amplamente baseado no exame clínico, mas os testes radiológicos e laboratoriais são úteis para suportar o diagnóstico clínico e para avaliar a severidade e curso da doença. Um dos mais úteis marcadores clínicos da artrite reumatóide (FR) no soro.O fator reumatóide é um auto-anticorpo, em geral, da classe IgM, podendo também ser IgG ,IgA ou IgE, dirigido contra o fragmento Fc da IgG. São portanto uma anti-imunoglobulina.
Numerosos testes tem sido propostos para a detecção do FR, como os usando os eritrócitos de carneiro ou humanos cobertos com IgG humana ou animal. Outros métodos tem também sido descritos, como o de partículas de látex cobertas com IgG humana.
O Waaler-Rose um teste bastante sensível, o qual utiliza hemácias de carneiro revestidas com IgG de coelho purificada e estabilizada.
Reações positivas para o fator reumatóide não são específicas da AR, podendo estar presentes em outras colagenoses, nas doenças linfoproliferativas que evoluem com crioglobulinemia, na malária, hepatite endocardite, toxoplasmose, sífilis, mononucleose e outras doenças, em decorrência da estimulação policlonal de linfócitos B ou quebra da tolerância para autoantígenos, podendo acarretar testes positivos, mas na grande maioria das vezes com títulos baixos. Salienta-se também que menos que 5% de indivíduos normais pode ser FR. Habitualmente o teste FR torna-se positivo após 6 meses do início da doença. Em geral, altos títulos de de fator reumatóide se correlacionam com maior severidade da doença.

ANA – HEp-2 (FAN) - Fator Anti-Núcleo

PREPARO DO PACIENTE:
Jejum de 8 a 10 horas

TIPO DE AMOSTRA:
Soro. Não utilizar plasma.
A amostra com contaminação bacteriana, hemolizada ou lipêmica deve ser desprezada.

CONSERVAÇÃO:
Os soros podem ser conservados em geladeira (2-8C) até 72 horas. Para um tempo maior, devem ser guardados em freezer a – 20C. Evitar repetidos congelamentos e descongelamentos.

MÉTODO:
Imunofluorescência.

VALOR DE REFERÊNCIA:
Não reagente( título inferior a 1:40).

APLICAÇÕES CLÍNICAS:
Os anticorpos antinucleares (ANA) são comumente encontrados no soro de pacientes com doença do tecido conjuntivo. Perfis distintos de ANA estão associados a certos distúrbios e são considerados marcadores para algumas doenças. Por exemplo, anticorpos ao antígeno Smith (anti-Sm) r ao DNA (anti-DNA) estão altamente associados ao Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), enquanto os anticorpos anticentrômeros estão associados a uma forma limitada de esclerodermia, a variante CRESP. Os ANAs, são mais apropriadamente denominados auto-anticorpos, porque em certas doenças reumáticas eles são também dirigidos a componentes celulares extranucleares, como elementos citoplasmáticos e do citoesqueleto.
Em 1982 a American Rheumatism Association incluiu um teste positivo para ANA como um dos critérios para o diagnóstico de LES. Logo um resultado negativo descarta um LES, porém não é específico, já que pacientes com outras enfermidades do tecido conjuntivo, tais como artrite reumatóide, esclerodermia, síndrome de Sjögren e dermatomiosite são frequentemente ANA positivos. Além do que, ANA positivo com títulos baixos também podem ser encontrado em infecções, neoplasias e indivíduos normais com idade avançada.
A imunofluorescência indireta é o método de referência para ANA, onde se utiliza como substrato corte de tecido (fígado ou rim de rato) ou células epiteliais humanas (Hep-2). Ao contrário do corte de tecido, as células Hep-2 expressam a maioria dos antígenos de importância clínica, inclusive centrômero, Ro(SSB), La(SSB), Scl-70, ANCP, etc.
Os reativos deste Kit utilizam substrato de células Hep-2 e conjugado IgG pura, o qual elimina resultados falsos positivos fisiológicos que ocorrem normalmente devido a baixos títulos de IgM específica.